domingo, 1 de junho de 2014



... No capítulo anterior
Encarei meus pais com os olhos estreitos, e eles levantaram os braços erguidos em sinal de rendição. Até Itachi ressuscitou do "em coma" lá no quarto pra me rir silenciosamente da minha cara.
Falei em silêncio (?), mexendo com a boca silabando para minha família louca, ainda com o tic no olho com aquela garota ainda enrolada em meu corpo que nem um diabo: "quem foi o disgramado que avisou que eu iria  chegar hoje da viagem e deu nosso endereço pra ela?!" e todos balançaram a cabeça em negação.  
Havia uma única pessoa, única... Que sabia que eu iria chegar hoje.
Impressão minha, ou tem alguém armando um complô contra minha pessoa? Ou melhor, uma menina de cabelo rosa, mesmo?! AH, EU MATO ESSA GAROTA!
(...)
Tenten Mitsashi (Narration) Konoha, Japão, Terça-feira, 06:30 am.
- AMOR. POR FAVOR! NÃO DESLIGUE O TELEFONE! EU SOU SUA MULHER! E VOCÊ É O MEU HOMEM!... (?)
- CALA A MERDA DA BOCA, DIABO! - gritei pro meu vizinho infeliz que insistia em continuar cantando aquela bosta.
Fala sério! Ninguém merece acordar essa hora com um filho da mãe que mora ao seu lado com um aparelho de som ligado no último volume, escutando e berrando/cantando Djavú. O cara parecia um bode possuído pelo ritmo do rangatanga (?). Alguém mate esse animal, pelo amor.
Narradora POVs on
Fitou o relógio analógico no alto da parede. Os ponteiros marcavam um horário não tão agradável. 06:31? Droga, hora de ir pra escola.
Levantou, relutante, saindo debaixo das cobertas que a proporcionava algum tipo de proteção. Estava pronta para fazer algo, no caso se arrumar, vocês devem estar pensando. 
Só que não. Ela estava parada, sentada com a coluna curvada no colchão como uma idosa de oitenta e tantos anos; a cama bagunçada, a morena olhando para um ponto inexistente nas vinhas do teto do quarto. Tal como se houvesse algo de interessante lá. Ela estava pensando em como poderia estar dormindo e sonhando com comida ou o novo Xbox One, agora.
Os olhos quase se fechando, a cabeça aos poucos tombando para o lado de uma forma quase imperceptível. Começou a desfocar seus pensamentos, imaginar coisas sem sentido...
- SE EU ERREI, FOI PORQUE NÃO ME AMOU! TÔ CARENTE! ME PERDOE, POR FAVOR!...(?)
Despertou em um salto, assustada. Parecia que havia alguém gritando ao pé do seu ouvido.
Xingou, praguejando. Marchou pisando fundo no chão, em direção a janela. Puxou a cortina preta de veludo que a cobria, que deslizou rapidamente como um vulto.
A vista através da janela projetava diretamente a figura do seu vizinho em seu quarto; as paredes pretas de sua casa e até muitos detalhes inferiores do cômodo. Eles praticamente ficavam um na frente do outro diariamente, não haveria privacidade se não houvesse a única coisa que os separava: a estrutura de vidro entre eles com as típicas cortinas em cima das janelas que ficavam uma enfrente a outra entre as duas casas.
Tenten franziu o cenho, cruzando os braços para criatura na residência à sua frente. O garoto de cabelos compridos, os olhos azuis mais puxados para um roxo opaco como os de um peixe. O corpo calculado e definido, os músculos quase saltando de suas vestes um pouco chamativas. Blusa de alguma banda de rock que a Mitashi não fazia ideia, um moletom negro por cima da camiseta, all star preto cano alto e um cinto de metal segurando a parte de cima da calça jeans escuro, que estava caindo na cintura.
O Irresistível Hyuuga Neji era seu vizinho há mais ou menos três ou dois anos; o garoto que fazia parte da turminha popular do colégio, que sempre arrumava briga e que já arrumou até um macaco-mico-leão-dourado importado do Brasil para irritá-la (?) - oi? - é um idiota. E que por sinal, já devia ter passado o rodo em todas as meninas lá da sua escola.
A vontade da menina era de socá-lo, e dizer poucas e boas para ele que se achava e a vivia perturbando até não ter mais voz.
- Não acredito que você tá ouvindo Djavú, roqueirinho. Dá pra parar? - foi tudo que disse.
Sem nenhum rastro de raiva na voz, optando pelo deboche

Afinal, para que perder tempo levando uma discussão a sério quando você pode usar a ironia e fazer com que a pessoa se exploda de raiva?

- Sabe que só faço isso para irritá-la. - disse ele, com aquele sorriso irritante que não saía do rosto por quase nada.
Por um instante Tenten se familiarizou com aquele tom. A voz de Neji se assemelhava muito com a de Sasuke. E até com a do seu melhor amigo, Gaara (o ruivo sádico) se parar pra pensar. A diferença é que a voz do Hyuuga é mais rouca e sempre mudando, sempre imprevisível. Já a do Sasuke a mais fria - outro badboy mimado a popularzinho da escola - totalmente controlada e medida. Como se de alguma forma, todos os seus passos fossem calculados com um equilíbrio máximo. 
E a do Sabaku, tinha o mesmo tom grosso e debochado, direto. Os três tem em comum o deboche na voz, e mais alguma coisa que, de algum jeito, fazem a maioria das meninas se arrepiarem
- Desliga esse caralho, Neji. - disse ela, entredentes - Desliga essa merda. 
Ele riu, gargalhou. Não havia nenhum pingo de humor naquele ato. 
- Mas que palavreado, Tenten. E não, não vou desligar. - respondeu, juntando as sobrancelhas fingindo algum tipo de tristeza, como se estivesse se pondo no lugar de desapontamento da garota. De repente, o olhar dele percorreu do rosto dela até seus pés, logo após voltando para cima. Um olha




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